Cantinho dos convidados!!!


A BREVE HISTÓRIA DO SHIBARI NO BRASIL

O primeiro Workshop sobre Shibari do Brasil aconteceu dentro do Valhala la pelo ano 2000, Highlander que era um artista e fã de manga, fez as primeiras amarrações publicas de shibari, inclusive assisti algumas. Foi na mesma época que conheci meu grande Irmão Tirano, melhor bondagista que já vi, não tive a oportunidade de vê-lo fazendo shibari na época, mas comentavam ser um ótimo shibarista.
Em 2001 com incentivo da Barbara Reine e com meia duzia de fotos, na raça e quebrando a cabeça com muitas tentativas e erros, fiz meu primeiro work pra três pessoas kkkkk, como era difícil juntar pessoas interessadas no shibari no começo do BDSM. 
O shibari no Japão era algo bem fechado e tradicional, um Mestre só ensinava discípulos e claro japonês, ele jamais ensinaria um Gaijin, então quando ler que algum estrangeiro aprendeu shibari com algum Mestre japonês de verdade tradicional pode crêr que é papo de internet.
Nunca esqueci o primeiro comentário sobre  o Shibari em uma playpart ....." YoY esse tal de Shibari é chato para caralho  kkkkk", mas era de se esperar já que a comunidade BDSM era quase 100% SM.
Infelizmente não era permitido fotos dentro do Valhala e tambem não tinhamos cameras digitais mesmo, pensou revelar fotos de pessoas amarradas na época ia acabar na delegacia, como muitos praticantes foram, mas isso é outra historia kkkk.
Com o fechamento do Valhala, a comunidade BDSM e nós ficamos na rua, o jeito foi encontrar um novo local, então junto da Misty (bondagete) passamos a  organizar os Works no Bar Artes, então os registros mais antigos que tenho dos workshops são essas fotos feitas no Bar Artes em 2002. 
Mas era algo complicado, porque mesmo a proprietária da casa sendo uma simpatizante, ela precisava de pelo menos 15 pessoas, e algumas vezes tive que cobrir a diferença do meu bolso, muitas  vezes não apareciam nem 10 pessoas. E foi num desses works que conheci meu amigo AMO que se tornou o primeiro pesquisador sério de shibari no Brasil.
Com a abertura do primeiro Dominna em 2003 voltamos a ter um lugar para encontros e workshops, bem depois da gente insistir muito com o shibari la pra 2004 o Shibari caiu no gosto da comunidade BDSM.
A primeira mulher que eu vi fazer uma amarração de shibari foi em 2004, a amiga muito querida que admiro até hoje Domme Sadic.
Pena ter tão poucas fotos para a história do shibari em casas como Valhala, Artes, Zillertal, Amsterdan, Dominna entre outras... Minhas primeiras fotos foram tiradas com uma camera de DISKETE da Sony modelo MAVICA, com baixa resolução pra caber 30 fotos no disquete de 1.4 Megas kkkk.
Digo com certeza que faziamos por paixão pelo shibari, não tinhamos vídeos ou variedades de fotos, quase zero de informações, não tinhamos cordas de shibari, mesmo assim fiz mais de 30 workshops de shibari até 2007 e nunca cobramos um centavo, pelo contrário, no começo muitas vezes nos bares baunilhas cobri a diferença do limite mínimo de pessoas.
A dificuldade de informações sobre shibari não permita amarrações muito complexas, o que demorou mais de 2 anos para que eu tivesse confiança para fazer uma suspensão publica, que pude fazer uma no encontro 24/7 de 2004 a primeira pública que eu saiba.
Com o tempo, pessoas fantasticas apareceram nos encontros, praticamente dando aula invés de virem necessáriamente para aprender, claro que não ouso mencionar nomes para não deixar outros esquecidos.
Claro que o nível técnico dos shibaristas hoje é gigantescamente superior ao que faziamos na época, pois encontra se aula de shibari em um milhão de videos e o recurso de material como cordas e encontros é enorme.

Bem essa é a história do início do shibari brasileiro que vivenciei e as pessoas dessa época viram acontecer, por isso achei legal registrar aqui,   se alguém tiver outra e que possa provar, porque de blablabla hoje o BDSM esta cheio, será um prazer acrescentar, mesmo porque sabemos que depois do Valhala, muitos encontros passaram a acontecer em muitos cantos.

MESTRE YoY

 






GRATIDÃO SENHOR DONO MESTRE YOY PELA PERMISSÃO DO TEXTO🥰

A Liturgia no BDSM
 A liturgia no BDSM é algo muito abominado pela nova geração do BDSM, muitos até se baseiam em explicações reais sobre o significado da palavra LITURGIA.
 A gente encontra na internet várias  frases assim - Em Latim Liturgia significa Serviço Público.........Logo não cabe a palavra Liturgia ao BDSM por não ser uma religião,  Liturgia é bobeira de quem quer parecer importante, Liturgia é coisa de cagador de regras, e por ai vai.........
 Como já disse em outros tópicos, ANTIGAMENTEEE  (pra nínguem dizer que sou cagador de regras kkkk) ..............,
 Práticas sem liturgia não era BDSM. 
 A primeira coisa que é necessário entender,  todo praticante de BDSM  faz liturgia naturalmente, a diferença esta na intensidade e imersão, Tda vez que uma submissa diz Bom dia Senhor ela esta fazendo Liturgia BDSM.
Bem sinceramente explicar sobre Liturgia no BDSM, para pessoas que fazem BDSM de motel ou de casal é muito complicado, porque a Liturgia BDSM, aquela que toca a alma,  envolve um conjunto grande de fatores, um local devidamente preparado, várias músicas pré definidas para dar um ar mais sério ao ambiente, uma postura comum para todos, iluminação, roupagem e principalmente os tratamentos com/entre botton e Top e ela epande muito quando  utilizada em grupo de váriais pessoas juntas todas com mesma visão e comportamento.
A liturgia BDSM é a imersão dos praticantes num momento fora da  realidade, e quanto mais intensa essa imersão, mais forte é a Liturgia, começa com o ambiente, ao entrar em uma masmorra por exemplo a submissa já começa a se sentir num ambiente BDSM, sua mente começa a trabalhar, ela começa a sair da realidade diária pra mergulhar num mundo paralelo onde ela é apenas um objeto das vontades do Dominante, cabe aí a manipulação do Dominante em usar os recursos de som, imagem, protocolos, postura, roupas, acessórios e práticas,  para mergulhar mais e mais a submissa na entrega e vivência BDSM, nesse momento esta ocorrendo a Liturgia BDSM,

 

Liturgia BDSM não são regras ou protocolos , LITURGIA BDSM É UM MOMENTO.

 

O termo verdadeiro de  Liturgia não tem nada a ver com o BDSM, mas ela foi adotada pela comunidade BDSM, isso é fato, agora, usar um dicionário pra justificar que o termo Liturgia não é BDSM  é  digamos uma grande bobeira, alguém já procurou o termo escravo no dicionário?
E vocês sabiam que manter uma pessoa em situação de escravidão é crime???
Bem,   
Liturgia, Escravo, Dono, Tortura, Restrição, Pet e muitos outros termos foram adotados pela comunidade BDSM, e claro não podem ser interpretado no significado real e direto da  palavra, usando o Aurélio, pois são apenas um paralelo entre o mundo baunilha x BDSM.

 

MESTRE YoY.

 

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